A partir da mudança, será viável financiar imóveis de até R$ 500 mil, com prazos de até 35 anos e juros estimados em 10,5% ao ano

O governo federal anunciou a implementação de uma nova faixa de renda no programa Minha Casa, Minha Vida, que agora atende também à classe média. A decisão, formalizada por meio de um decreto assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, aumenta o limite de renda mensal dos beneficiários de R$ 8 mil para até R$ 12 mil.
Com a nova medida, será viável financiar propriedades com valor de até R$ 500 mil, em prazos que podem chegar a 35 anos, com juros estimados em 10,5% ao ano. Segundo o Ministério das Cidades, aproximadamente 120 mil famílias devem ser contempladas já em 2025.
Informações sobre quando os novos contratos começarão, assim como a cobertura para áreas rurais ou famílias que têm imóveis, ainda não foram anunciadas.
Para assegurar a sustentabilidade do programa, o governo vai utilizar recursos do Fundo Social do Pré-Sal, que estavam inicialmente destinando às faixas de menor renda, para subsidiar as faixas 1 e 2. Dessa forma, será possível alocar outras verbas para as novas modalidades do programa, incluindo aquela voltada à classe média.
Reiniciado pelo governo Lila com a meta de contratar 2 milhões de moradias até o final de 2026, o Minha Casa, Minha Vida já contabiliza mais de 1,2 milhão de unidades contratadas desde sua reativação. A expectativa é que a nova faixa incentive o setor imobiliário e contribua para a diminuição do déficit habitacional no país.
Estabelecido em 2009, o programa tem como objetivo principal aumentar o acesso à moradia digna para os brasileiros, agora também com uma atenção voltada à classe média urbana.