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Inflamações intestinais poderão ser incluídas no rol de doenças raras e graves do SUS

A Câmara dos Deputados está analisando o Projeto de Lei 666/23, que inclui no rol de doenças graves e raras do Sistema Único de Saúde (SUS) a doença de Crohn, a Síndrome do Intestino Curto e a retocolite – todas relacionadas a inflamações intestinais graves.

 

Segundo o texto, pacientes que comprovarem ser portadores dessas doenças por meio de laudos médicos terão direito de receber diretamente do Ministério da Saúde nutrição enteral (por sonda) e/ou parenteral (diretamente na corrente sanguínea) em Centro de Reabilitação Intestinal, conforme prescrição médica.

“Todas essas doenças, além de atingirem o trato gastrointestinal, são comumente associadas à desnutrição protéicoenergética”, destacou o autor, deputado federal Julio Cesar Ribeiro (Republicanos-DF). “Há evidências de que o uso da nutrição enteral e parenteral é benéfico para pacientes durante a fase ativa de doenças inflamatórias intestinais”, argumentou o parlamentar.

 

Caberá ao Ministério da Saúde, segundo o texto, definir as normas relativas ao receituário médico, a análise dos laudos e a disponibilização do tratamento, diretamente, ao paciente.

O projeto também estabelece que pacientes com doença raras sejam considerados pessoas com deficiência para todos os efeitos legais.

 

Tramitação

A proposta ainda será encaminhada para análise das comissões permanentes da Câmara.

 

 

Agência Câmara de Notícias

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